Vale a pena pensar em Reserva de Emergência na crise?

Atualizado: Mai 22

É bem verdade que muitos brasileiros, senão a maioria, foram pegos com as “calças curtas” no que diz respeito à questão financeira: dívidas, inadimplência dos clientes, rendimentos reduzidos, comprometimento da renda, entre outros e afins…


Mas hoje vou me ater ao tópico proposto: RESERVA DE EMERGÊNCIA. E agora, diante desse cenário econômico imposto pelo Covid 19, vale a pena pensar em reserva de emergência, ou o melhor a se fazer é deixar isso pra um outro momento, “menos turbulento”?




O que você acha? Vou trazer alguns dados e conceitos para clarear, antes que você tire conclusões precipitadas!


A reserva de emergência ou “colchão de segurança” como dizem os financistas, representa a quantia reservada para destinar a situações eventuais e imprevistas como a perda de um emprego, problemas de saúde, e também como essa que estamos vivenciando atualmente, e que ninguém previu: uma pandemia global!


De acordo com estudo da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), 85% da população brasileira tem consciência da importância de guardar dinheiro para emergência, contudo, 52% dos brasileiros, ou seja, mais da metade, não tem nenhum tipo de reserva financeira.


Mesmo sabendo o que deve ser feito, é comum que o brasileiro opte pelo prazer imediato do consumismo, em detrimento da escolha de poupar e se resguardar de situação críticas como a pandemia atual e também se planejar para o futuro.


Um dado importante, divulgado pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), revela que temos um problema cultural para guardar dinheiro, de 143 países, estamos à frente apenas de 11 deles em relação à reservas financeiras, ou seja, estamos na lanterna nesse quesito.


Infelizmente em nossa nação, a maioria dos idosos passam pela situação de terem que baixar o seu padrão de vida e ainda dependerem economicamente dos filhos após se aposentarem, pelo fato de não terem priorizado um bom plano de aposentadoria.


Voltando ao tema central, para formar ou recompor a sua reserva de emergência, dois pontos são fundamentais para ajustar a estratégia à sua realidade.


Empregabilidade: o montante da reserva deve considerar o seu custo de vida médio mensal, levando em conta sua empregabilidade. Isso significa que se você é um funcionário público, por exemplo, e o seu risco de desemprego é baixo, teoricamente sua reserva de emergência pode ser determinada em torno de 2 a 3 meses do seu consumo médio mensal. Já autônomos ou profissionais liberais, com oscilações na agenda, ora lotada, ora ociosa, deve considerar um período maior de reserva para acobertar suas despesas, em torno de 6 a 8 meses. O que vale aqui é avaliar a sua situação individual, considerando sua empregabilidade e então definir um prazo de segurança para a sua realidade.


Alta Liquidez: aqui a máxima é “dinheiro disponível a qualquer tempo”. As opções disponíveis são a Caderneta de Poupança, CDBs e fundos referenciados DI com crédito em D+0 (recurso liberado no mesmo dia) ou D+1 (liberação ocorre em 1 dia útil). Uma outra opção interessante, considerando o cenário atual, com Selic a 3,75%, é o Tesouro Selic, um título público que se enquadra nas qualificações anteriores, (D+1) e é melhor do que a poupança, já que o risco de quebra do Governo é menor do que o do Banco.

Daí, você pode pensar: legal, aprendi bastante com essa leitura, mas não tenho ideia de como começar a formar a minha reserva de emergência.

Já ouviu aquela frase, “quem não muda pelo amor, muda pela dor”?

Infelizmente mudar pela dor é difícil, se você tivesse se organizado antes, não estaria passando por esses perrengues agora, mas se você se enquadra no grupo dos 85% dos brasileiros, você tem o mais importante pra te ajudar nessa objetivo: CONSCIÊNCIA!


A crise vai passar e muitas oportunidades vão surgir para você pagar as suas dívidas e aumentar a sua renda, mas não espere que isso aconteça para decidir o momento certo de se organizar financeiramente, comece agora!


E então, o que você concluiu? É momento de pensar em Reserva de Emergência?

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