Tendências de consumo pós Pandemia do Coronavírus

Os novos hábitos e comportamentos adotados pelas pessoas durante a pandemia do Covid 19 impactarão o consumo de produtos e serviços?



Antes de responder a esta pergunta, vamos conceituar “hábito” e “comportamento”.


No dicionário, um hábito refere-se ao modo usual de fazer algo ou ainda a maneira frequente de comportar-se. Segundo pesquisa da University College de Londres novos hábitos são quebrados ou formados em 66 dias.


Fazendo as contas aqui, descobri que estou confinada há exatos 59 dias, 8,43 semanas, 1,94 meses, 0,16 ano (menos de 20% e tem gente já dando o ano por perdido!)…


Durante a quarentena, passei a cozinhar diariamente, o que não era tão comum, antes da pandemia. Se antes eu não tinha tanta experiência para cozinhar, esse período de recolhimento me permitiu treinar os meus dotes culinários, e isso tornou-se um hábito diário. Se antes, quando estava em casa, pedia uma marmita, agora vou pensar duas vezes, antes de abrir mão da minha comidinha caseira.


Trouxe este exemplo para você começar a pensar o que mudou aí na sua rotina pós pandemia.


Agora vamos ao conceito de “comportamento”. Também segundo o dicionário, “é o procedimento de alguém face a estímulos sociais ou a sentimentos e necessidades íntimos, ou uma combinação de ambos”.


Agora puxa na cachola, quais foram os novos comportamentos incorporados em nossa vida motivados por estímulos sociais?


Recordo-me que logo no início da chegada do vírus no país, muitas pessoas, movidas por um sentimento de incerteza, realizaram altos volumes de compra em supermercados, desencadeando uma enxurrada de críticas reprovatórias a essa conduta nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens.


Mesmo as próprias redes de supermercados se manifestaram em rede televisiva orientando a população no sentido de que não havia riscos de desabastecimento. E que de fato, os menos favorecidos economicamente seriam prejudicados por tal excesso


Verificou-se então a instauração de um consumo racional motivado pelo “moral”: em tempos de pandemia, não é ético estocar alimentos!

O social tomou o lugar do individual!

Testemunhamos ainda um movimento das empresas aderindo ao trabalho home office. De acordo com pesquisa da consultoria Betânia Tanure Associados, realizada em meados de março, 43% das empresas aderiram a esse modelo já no início da pandemia.

Se esse era um modelo de trabalho preconizado para o futuro é certo que ele veio pra ficar. E foi constatado que “trabalho não é mais um lugar”.


Menos combustível gasto em deslocamento, melhor performance de entrega profissional, mais qualidade de vida. Estes são alguns dos benefícios que estão sendo considerados e validados por muitas empresas que certamente passarão a adotar esse modelo de trabalho pós pandemia.


Plataformas digitais de ensino à distância no formato aula online foi a solução encontrada pelas escolas e instituições de ensino para entregarem seus conteúdos e manterem os alunos engajados. Muitos pais reclamam da forma impositiva e despreparada como o serviço tem sido oferecido. A maior queixa está na dificuldade em gerenciar o ensino dos filhos de forma didática. Contudo, acredita-se que esse modelo de ensino será cada vez mais comum na sociedade.


Com comércios, restaurantes, academias e templos fechados, um novo aprendizado social vem sendo instalado: o mundo digital, e essa possibilidade de testar e explorar esse universo, tem gerado um mar de possibilidades para quem escolhe o caminho da sobrevivência e até da oportunidade: aumento de pedidos para entregas deliveries, lojas e academias virtuais, cultos online, entre outros.


O interessante é que no mesmo sentido, e não na contramão, um movimento de humanização se desperta diante de nós, numa capacidade de enxergarmos além de nós mesmos, em campanhas como “compre do pequeno”, da lojinha ou mercadinho do seu bairro e “faça compras para o seu vizinho”.


Agora respondendo à pergunta lá do início? Sim! O consumo já mudou e praticamente está validado pelo teste do tempo… falta pouquinho pra completarmos os 66 dias… O caminho do “ganho” perde destaque para o da “manutenção”.  Novos tempos se revelam!

“O luxo é se voltar para o básico”!


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